12 de novembro de 2012



A lágrima solitária 
que rolou do meu olho esquerdo
descansou em meus lábios.
Seu sabor amargo e dolorido me acordou.
Arranquei a faca 
que você cravou no meu peito
e com ela colhi rosas vermelhas.
Hoje elas velam o túmulo do nosso amor:
"Aqui jaz um Coração".

Janaína da Cunha
13/11/2012

* Da Série VERSOS SOLTOS


A música desafinou
e a poesia afogou seus versos 
num copo de dor.
As verdades se estranharam...
cada uma na realidade do seu olhar interior.
E o que é verdade?
Sim, eu acreditei e ainda acredito...  em mim!
Sei quem sou e isso me basta.
Eu sou meu pára-raio.
Sou minha chuva, meu sol 
e meu próprio caminho.
Esperei atitudes certas que se calaram
na contradição do verbo.
O que dizer?
Nada.
Ninguém vai ouvir.
Quando as palavras calam, o silêncio grita.

Janaína da Cunha
12/11/2012



30 de outubro de 2012



Que a vida me beba... 
me sugue... me devore!
Depois vou à forra e 
- sem misericórdia -
sorvo sua essência até a última gota.

Janaína da Cunha
30/10/2012

* Da série: VERSOS SOLTOS

29 de outubro de 2012



Ao esquecimento ofereço 
um copo de dor;
às noites sombrias, poesias enluaradas
e aos invejosos gratidão
por me lembrarem o quanto especial 
eu sou.

Janaína da Cunha
29/10/2012

* Da série: VERSOS SOLTOS



O céu chora seus lamentos 
na terra dura e seca.
Entre duas pedras uma rosa sangra a vida
e eu, em versos, me faço Amor.

Janaína da Cunha
29/10/2012

* Da Série: VERSOS SOLTOS

24 de outubro de 2012



Hoje não quero versos.
Quero beijos molhados,
delírios suados e dedos safados.
Hoje não quero palavras líricas.
Quero teu verbo nu, vivo e pulsante
invadindo a oralidade do meu corpo
em gemidos sussurrantes...
sussurrantes... sussurrantes.

Janaína da Cunha
24/10/2012

* Da Série: VERSOS SOLTOS


Movimento, MovimentoS...
M-O-V-I-M-E-N-T-O!!!
Movimento de quadris, de ideias...
Movimento de vida serpenteando
atos, fatos, tatos e aparatos.
Movimento, Ação, Re-Ação...
Cultura... Contracultura!!!

Janaína da Cunha
21/10/2012

* Da Série: VERSOS SOLTOS




Ninguém ouviu a mensagem da música,
apenas eu.
Achei que estivesse ficando louca,
mas não...
Era apenas o Amor falando comigo.

Janaína da Cunha
23/10/2012

* Da série: VERSOS SOLTOS;


Cansei de sentir dor.
É muito enfadonho chorar pelos cantos
e deixar a vida escorrer entre seus dedos.
Não nasci para o fracasso.
Viver é mais excitante.

Janaína da Cunha
22/10/2012

* Da série VERSOS SOLTOS

A CAIXA



Essa pele que me veste
rascunha intenções invisíveis.
Meu corpo é uma caixa
onde minha alma exilada
oculta-se em busca de mim.

Janaína da Cunha
20/10/2012

*Da série VERSOS SOLTOS

24 de setembro de 2012

SÉTIMA EDIÇÃO DO EVENTO IDENTIDADE CULTURAL E MOVIMENTO CULTURISTA

7ª. EDIÇÃO DO IDENTIDADE CULTURAL & MOVIMENTO CULTURISTA:

Apresentação e Coordenação: Janaína da Cunha
Produção Musical: Márcio Bragança
29 de Setembro
à partir das 11:30

Tema: A LINGUAGEM UNIVERSAL DA ARTE

Convidados: Zélia Balbina (Centro Cultural Mestre Raladinho - Maricá), Mell Meireles, Rod Brito, Paloma Aiane, Welington de Sousa, Carlos Orfeu, Projeto Novos Escritores, URBANOSEMCAUSA: Sérgio Gerônimo Delgado e Mozart Carvalho, Regina Tchelly (Projeto favela Orgânica), Rapper Mabu a Mabu e Hélio Sória.

Participação Especial: Bob Lester, integrante do Bando da Lua, banda que acompanhava Carmem Miranda. 

Exposição em Ferro do Artista Plástico e Poeta Peu de Freitas.

Comemoração dos 18 anos de Carreira Musical de Márcio Bragança.

Local: Rua da Carioca, 10 - CENTRO - RJ - Bistrô café do Bom, Cachaça da Boa.



Dia 29 (sábado) acontecerá a próxima Edição do IDENTIDADE CULTURAL & MOVIMENTO CULTURISTA com uma programação pra lá de especial!
E aí... vamos pintar o 7??
Aguardo vocês para celebramos a arte que habita em cada ser juntos!
Um beijo,

Janaína da Cunha

OBSERVAÇÃO: Corrigindo um erro no flyer: EXPOSIÇÃO (X)!!!




27 de agosto de 2012

O VERMELHO DA ROSA


Eu vejo a rosa vermelha 
que sangra emoções.
Ela me vê.
Deixo a dor presa em seus espinhos
e calço meus pés na suavidade
de suas pétalas.
A poeta sofre... a mulher mais ainda!
A poeta se alimenta da dor,
mas a mulher que há em mim
não se permite sofrer.
Não mais... nunca mais!

Janaína da Cunha
27/o8/2012

21 de agosto de 2012

VERDADES


(inspirado na minha amiga Wanda Monteiro)

Cansei.
Não quero mais viver mentiras.
Mentiras ricas de grinaldas e cetim.
Não quero estar coberta de vidros
na ilusão que são diamantes.

Quero verdades sinceras,
sentir a dor de um espinho 
e me encantar com a beleza da rosa.
Perder o fôlego num beijo louco
e entregar meus desejos de fêmea 
no breu misterioso da paixão.

Quero verdades intensas, singelas,
discretas, escandalosas,
santas... pecadoras,
bonitas e feias.
Quero a verdade mais verdadeira!

Dançar descalça acompanhada da chuva,
deitar no chão molhado 
e me embriagar de vida!

Para quê cobiçar a lua
se o céu inteiro me espera?

Janaína da Cunha
22/08/2012




8 de agosto de 2012

MERGULHO



Mergulho
em águas bravias
de misteriosas incertezas.

Mergulho
de olhos vendados,
descobertos...
fechados, abertos...
mergulho.

Banho o corpo dos meus versos
no magnetismo refletido
em outro olhar.
A imagem do verbo
no espelho das águas ocular
atrevidamente me chama...
e eu vou!

Poeta:
misto de benção e maldição!

Por que amamos com tanta intensidade...
com tanta entrega?
Por que nos deixamos levar em ondas de delírios que vem e vão...
que vão e vem...
vem e vão em vão... ou não?!

Porque essa necessidade louca,
quase mórbida,
de ser, sentir...?
Se amar é sofrer...
então, me sinto viva na dor?
Eu quero é ser feliz!

Mergulho em sinônimos
antônimos
antagônicos plurais.

Perco o fôlego, quase morro...
Reavivo no boca-à-boca da vida,
retorno e me corto entre corais...
Sobrevivo.
Insisto!
E novamente mergulho!
Sim... eu mergulho.

A alma de um homem
é o meu Oceano!

Janaína da Cunha
05/08/2012

5 de agosto de 2012

CORPO NU



                         Encontrei o corpo nu
de meus versos
deitado imoral
no berço das inspirações.

Encontrei o corpo nu
de meus versos
incógnito
disfarçado no sujeito oculto das orações.

Encontrei o corpo nu
de meus versos
nas rimas desencontradas
nas palavras soltas
simbióticas
a bailar no céu da boca.

Encontrei o corpo nu
de meus versos
desesperado
louco para ser encontrado
revelado
numa masturbação visceral
explodindo em orgasmo do Ser
prazer de Ser
o Ser...
VERBO!

Janaína da Cunha
05/08/2012

20 de junho de 2012

MIRAGEM




Meus olhos não revelam
os cortes que minhas 7 almas carregam.
A semente não germinada secou,
seu fantasma vagueia perdido 
em algum lugar do coração.
Eu chorei,
chorei muito... não choro mais.
Não darei de beber a quem não tem sede
e nem alimentarei quem não tem fome.
Até tentei cantar, juro, eu tentei...
mas desafinei no ultimo refrão.
Arrisquei alguns passos loucos
numa dança frenética...
nessa batida visceral do Rock'n Roll,
mas meus pés estão no chão.
Ainda posso caminhar e caminho...
sigo em frente nessa viagem.
Na estrada...
Ah... na estrada 
meus pensamentos estão livres
e sonhos pesam na bagagem.
De vez em quando ouço 
sua voz me chamando,
não olho para trás.
Você não existe mais.
É apenas uma miragem, baby...
uma MIRAGEM!

Janaína da Cunha
20/06/2012

28 de maio de 2012

RETICÊNCIAS...






Sei que não sou o que você precisa.
E eu? Eu tenho um mundo em minha frente
- numa aventura flutuante - para desbravar.


Digo adeus numa louca necessidade de voar.
Mas amor,
para um poeta não existe um ponto final,
as reticências sempre estarão no ar.


Nessa cidade que não dorme,
num verso e outro,
nossas rimas desafinadas
de vez em quando vão se esbarrar.
Ou talvez - quem sabe -
nos labirintos de metáforas malditas
alguma lembrança doce de nós dois
ressuscite cheia de saudade.


Por hora vou navegar os meus sonhos
num mar de possibilidades improváveis
e deixar nas reticências
motivos de interrogações
para uma melodia que não rimou.


Os poetas quando perdem seus corpos
na realidade de todas as distâncias
fazem amor com as palavras...
Três pontos... uma história que não terminou.


Janaína da Cunha
29/05/2012

5 de maio de 2012

MAIS UM DIA




Mais um dia se vai...
e um pouco de mim vai com ele.
Mais um dia renasce...
e mais uma nova ressurreição  
acontece em minha alma.
Cada dia que morre 
leva uma parte minha
e outra parte desabrocha 
com o nascer do sol.
Para quê ter pressa de viver?
Quero degustar o máximo desse agridoce suave e intenso da vida!
Para quê me preocupar com o amanhã?
O meu futuro é agora!



Janaína da Cunha 
26/04/2012


8 de abril de 2012

PERDA DE TEMPO


Não procure me compreender.
Não tente me entender.
Isso é perda de tempo.
Eu sou como o Amor e a Arte.
Não sou para ser compreendida; 
não sou para ser entendida.
Sou para ser sentida.

Janaína da Cunha
07/04/2012

26 de março de 2012

MENINA DAS ROSAS


(para uma menina vendedora de flores na Praça São João, em Niterói)

Menina das rosas com os pés no chão.
Cabelos ao vento na Rua São João.
Rosa menina, menina tão prosa:
"Vendo o perfume... de graça são as rosas!"

Rosas rosadas...
Roupas remendadas de sentimentos esquecidos;
cores desbotadas de amores perdidos.
Rosas vermelhas...
na sala perfumada os sonhos permeia.
Pétalas de um mito, paixão sem juízo.
Pétalas sentidas... guardadas nas páginas de um livro!

Menina Rosa... Rosa levada!
Olhar profundo... roda a saia...
Gira o mundo...
Borda no céu as rendas das flores:
"Para a dor mais mel;
para a vida mais amores!"

Janaína da Cunha
Julho/2002


25 de março de 2012

ESSA NOITE: MULHER DE MIM


Esta noite não chorarei...

Vestir-me-ei de azul-mar
e clarearei a escuridão do céu.
Hoje não lamentarei!
Adoçarei as amarguras com mel
e embriagar-me-ei com o perfume de rosas e jasmim.

Esta noite serei fêmea de mim!
Mãe, filha, amante.
Mulher e menina sem fim.
Um anjo, um demônio...
alternando entre o pecado e a salvação.
Desfilarei sobre as blasfêmias
e recuperarei os sonhos que se perderam na desilusão!

Esta noite será diferente:
não ousarei chorar!
Sorrirei o riso dos inocentes
e beberei a coragem das heroínas da história.
Aninhar-me-ei nos braços da vida,
serei ferro, barro, água...
terei o brilho de uma joia!
Esquecerei todas as dores do mundo,
revelar-me-ei no raso,
no meio e no profundo.

Esta noite serei mais EU!
Enfrentarei o que passou;
reconstruirei o que sobrou dos erros.

Hoje à noite
serei a estrela mais brilhante.
Não me importarei com insultos,
nem com ações humilhantes.

Seguirei minha estrada;
abrirei espaços;
criarei caminhos!

Esta noite será minha.
Minha e de mais n-i-n-g-u-é-m!
Acordei pela manhã
e enxerguei minha essência no espelho...
abracei-me feliz.

AMO-ME!

Dei adeus às mágoas de outrora:
Adeus, adeus...!

Hoje serei dia;
serei noite.
Construirei meu céu!

Bem vinda, vida!

Janaína da Cunha
Agosto/2007

18 de março de 2012

O ULTIMATO DA DOR


(Às vítimas inocentes da camuflada e vergonhosa guerra civil do Rio de Janeiro)

Caminham nas estradas sem rumo,
coadjuvantes vidas.
Entre ciladas amargas
nos palcos sombrios encenam a lida,
que destacam na cicatriz a lembrança da ferida.

Peregrina o morador
dos morros, pontes e ruas.
Isolam tempestades infectadas
na carne mórbida, fria e nua.

Doentes da ganância pela fome do dinheiro,
a dignidade lamenta seus filhos e o orgulho enfeita bueiros!
O poder degenera-se...
Na ausência do governo a miséria cria suas leis.

Segue em disfarces a justiça armada.
Mães choram dentro de ambulâncias
e o ódio transforma inocentes em vítimas.
Tiros despertam a vingança...
balas perdidas arrancam dos olhos carentes
o último dó da esperança!

A dor dá seu ultimato.
O sangue escorre...
A vida apresenta seu último ato.

Um estranho olha a morte...
Observa em sigilo o pobre peregrino.
Nasce com seu 'destino' traçado
e desenha em compassos discriminados riscados,

às margens da sociedade
coadjuvantes suspiram lamentos.
Heróis anônimos surgem das lágrimas,
resistem ao vento...
e na contramão da vida continuam sobrevivendo!

Janaína da Cunha
Novembro/2006



15 de março de 2012

FLOR DO DESEJO


Tua boca profere mentiras
que meu coração deseja ouvir.
Minha voz em teus ouvidos reafirma
o que tua rigidez não deixa fingir.
Tuas mãos são bálsamos;
o carinho do teu corpo é azeite doce, morno...
Esse é o meu homem!
Acalante minha carne trêmula
nas virtudes insaciáveis do prazer.
Regue minha flor do desejo;
redima a cobiça febril que se abre em devaneios!
No meu pescoço tua boca segue suave,
perdida, amável...
Descansa tua língua brincalhona
na carne macia dos meus seios.
Cura essa malícia que cresce insolente, insaciável.
Tenho fome; tenho sede.
Eis meu homem!
Em gemidos brindamos à luxúria;
no vaivém dos nossos corpos despertamos o deleite.
Bem-vindo gozo!
União ilícita... um encaixe perfeito!
Nesse pecado santo germina um fruto doce,
completo e intenso.
Entre minhas pernas, sob seus beijos,
descansa em mim a natureza mãe: a flor do desejo!

Janaína da Cunha
Outubro/2002

14 de março de 2012

MORDIDA NA MAÇÃ


Sutil,
chego assim:
sedenta, molhada... um fogo dentro de mim!
A roupa vermelha na pele incendeia.
O desejo é uma mordida
na tua boca de carmim.
Teu corpo tem gosto de fruta proibida,
maçã dos outros,
sabor do pecado
que embriaga... me excita!

Janaína da Cunha
Outubro/2002

11 de março de 2012

PRECONCEITO


Não me julgue pela minha imagem...
essência não se vê, se sente.
É fácil criticar o que não se conhece
ou se calar diante do incompreendido.
Minha natureza vai além de mim...
sou bem melhor do que minha reputação!
Eu sou meu caráter
e a criação que recebi dos meus pais.
Sou a família, a tesoura que corta as vendas
e os valores sem hipocrisia.
Sou o amor sem sexo ou nexo... uma ideia sem ideologia.
Tenho a cor do arco-íris, a força de um sorriso
e a fragilidade de uma rocha.
Sou um livro a ser lido com versos inacabados.
Eu sou a vida!

Janaína da Cunha
09/11/2009

7 de março de 2012

O HOMEM O MAR E OS SONHOS


Um dia, em frente ao mar, estava envolvida nas minhas análises e cogitações sobre a posição do homem diante da vida, quando me deparei observando as diferentes reações dos banhistas. Notei que alguns paravam para admirar a beleza do mar, mas não se arriscavam a entrar e enfrentar os segredos escondidos em suas águas. Outros não resistiam aos encantos; porém, o medo os impedia de mergulhar, só entravam pela metade. Havia também um grupo de pessoas que mergulhavam destemidamente e reapareciam longe, tomavam fôlego e voltavam a submergir em busca do desconhecido, do fascinante.

Na vida não é diferente. Existe o homem que vive à sombra de dúvidas e temores. Ele teme o que não compreende em vez de admitir suas próprias fraquezas e buscar mudanças. Coloca-se sempre em posição de vítima da vida sendo ele o próprio culpado por seus fracassos. Ama o belo, almeja a felicidade, mas não tem coragem de arriscar um mergulho, nem ao menos a entrar na água. Não vive; sobrevive.

Há também quem vive sua vida pela metade. Sonha, ama, deseja, mas nunca de corpo e alma. Esconde-se na delicada capa do bom-senso, atitude que, na verdade, denominamos MEDO. Medo de se aventurar pelo diferente e pelo desconhecido; medo de viver por inteiro. Quem entra no mar e não mergulha volta pra casa sem saber o que poderia ter desvendado; quem vive pela metade não sabe o que é viver de verdade.

O homem que mergulha de cabeça na vida é chamado de insensato e louco. Não importa os conselhos que recebe; ele não avalia os prejuízos e arrisca, apenas segue a voz do coração e se joga por inteiro. Às vezes, por mergulhar de olhos fechados, ele se desvia da sua trajetória e erra, retorna machucado, analisa onde errou, mas não desiste de buscar a felicidade. Ele não mede esforços para realizar seus sonhos e alcançar seus objetivos. Mergulha novamente, contudo, dessa vez mais experiente e consciente, de olhos bem abertos. Quando se cansa e perde o fôlego, descansa, recobra as energias e está pronto para recomeçar quantas vezes for necessário até que sua determinação o leve às águas calmas da realização e da satisfação pessoal.

Qual a sua posição diante da vida? Não transforme seus medos em covardia. Não há idade para recomeçar. Viva sem desistir da vida e aproveite cada segundo da sua existência para se fazer feliz: afinal, os sonhos só morrem no túmulo!

Janaína da Cunha
22/08/2009

12 de fevereiro de 2012

VERSOS DE SANGUE


Em versos tingidos de sangue
encontrei os mistérios do seu olhar.
E no seu olhar me perdi de amor.
Em versos escritos em sangue
meu corpo encontrou o seu,
bordei promessas solitárias
na escuridão do seu paraíso
e revesti minha dedicação de embriaguez.
De olhos fechados
minha alma mergulhou na sua
e visitou todas as angustias
escondidas em suas metáforas.
O sangue derramado nunca seca...
E com o sangue de suas auguras me banhei.

Vivi sua vida...
Senti suas dores...
Sonhei seus sonhos...
Amei seus amores.
Esqueci de mim para lembrar de você
e me perdi do meu caminho
para me encontrar no seu abraço.
Contudo, você me viu, mas não me enxergou.
Você me tocou, mas não me sentiu...
me ouviu, mas não me escutou
e na contramão dos desejos
nossos passos se desencontraram.

A porta de sua casa fechou atrás de mim
e eu não possuo chaves para abri-la.
Suas janelas estão emperradas
e não há passagem aberta em seu telhado.
Do lado de fora de sua casa me senti sozinha
entre uma multidão de olhares julgadores.
Olhos sem visão... cegos de prepotência,
arrogância e vaidades.
Porém, descobri um caminho em minha frente.
Do lado de fora de sua casa
observei um mundo carente em alma e versos.

Ouvi uma voz.
A vida me chamou e eu a segui.
Versejei meus ideais pelo caminho
e na construção de meus sonhos encontrei
outros sonhos que comungavam com os meus.
Não me sinto mais só e nem carrego mágoas.
O que fiz, senti e vivi foi por amor.
E por amor me faço feliz!

Na internet encontrei um texto sobre um velho índio
que descrevia seus conflitos interiores:
"Dentro de mim existem dois lobos.
O lobo do ódio e o lobo do amor.
Ambos disputam o poder sobre mim".
Alguém perguntou ao velho índio qual o lobo vence.
Ele, após refletir, responde sabiamente:
"O que eu alimento".
Salve a sabedoria indígena!

Encontrei meu caminho.
Fiz a minha escolha:
o AMOR prevalece em mim!

Janaína da Cunha
12/02/2012

"Tudo que se faz por AMOR está sempre além do bem e do mal". (Friedrich Nietzsche)